Quinta, 31 Julho 2014
A falta ou o excesso de produto comprometem o faturamento da empresa. Veja como as ferramentas de gestão podem ajudar


*Por Kimie Shimuta

O controle de estoque é fundamental no processo de gestão de qualquer empresa, pois influencia diretamente no desempenho financeiro da organização. Alguns empresários, executivos e gestores acreditam que basta ter pessoas para uma gestão de estoque eficiente, porém sem processos claros não é possível garantir que todos estão trabalhando da maneira mais adequada. Essa crença impossibilita identificar os verdadeiros problemas a serem combatidos. Segundo o consultor do SEBRAE-SP, Gustavo Carrer, o problema é comum: os empreendedores alegam falta de tempo e desconhecimento das ferramentas de gestão do estoque.

O bom controle de estoques é uma atividade essencial para aumentar competitividade dos negócios. A falta de material em estoque pode fazer com que o nível de serviço seja comprometido e clientes não sejam atendidos. Por outro lado, o excesso de material em estoque traz problemas para o fluxo de caixa, espaço e perdas por obsolescência. Caso exista algum erro neste controle, os pedidos podem ser feitos sem necessidade ou não serem feitos quando necessários.

Diante deste cenário, deve se definir e implementar processos que gerem a integração de todas as atividades e procedimentos, para que desta forma assegurem a qualidade da informação de cada item presentes no estoque ao longo da cadeia produtiva. Se possível, a empresa deve integrar seus dados com seus fornecedores, pois possibilita a criação de indicadores para reposição e redução de produtos armazenados, parados no estoque, entre outras ações necessárias no dia-a-dia. Com o gerenciamento correto, é possível aumentar a lucratividade, melhorar o fluxo de caixa, minimizar os espaços dos estoques, entre outros benefícios.

Um dos pilares deste processo é a realização de inventários (verificar se o estoque físico é igual ao estoque informado nos sistemas de controle), ferramenta essencial para medição e controle do estoque, possibilitando o diagnóstico de problemas e auxiliando a implementação de soluções com maior assertividade. Este procedimento é capaz de identificar problemas como: rupturas (produtos armazenados no depósito, mas não expostos nas gôndolas); estoques negativos (que pode ter sido ocasionado por erro de contagem ou digitação na entrada do produto); perdas por avarias; perdas por fraudes; roubos ou extravios de materiais; falhas no processo de entrada e saída de Notas Fiscais (deixar de registrar uma movimentação de entrada ou saída, por exemplo); produtos vencidos, entre outros.

Existem inúmeras ferramentas de gestão de estoques, que possuem o objetivo de reduzir ou inibir perdas, como: PEPS ou FIFO (em inglês);Classificação dos Riscos; Identificar os Produtos de Alto Risco (PAR); Pesquisa de Data de Validade; Auditoria de Mix de Produtos (para tratar e reduzir as rupturas); Instalação de CFTV; Auditoria na Expedição; Recebimento de Mercadorias; Inventários Cíclicos utilizando a curva ABC para definir produtos que merecem maior atenção.

A Gestão de Estoques é, portanto, um desafio para a maioria das empresas. Seu objetivo é gerar equilíbrio entre o estoque e o consumo, proporcionando soluções para uma gama de problemas e aumento da competitividade.

*Kimie Shimuta é gerente comercial da consultoria Boucinhas&Campos.
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